Na década de 50, veio a câmara de ar
de borracha substituindo a bexiga de boi – mas continuou o couro por fora, com
peso duplicado em jogos com chuva e machucando muito. Na década de 70.
apesar dos materiais serem os mesmos, novos
estudos alteraram profundamente as bolas: em vez de ser cortado em tiras
regulares, o couro passou a ser dividido em 20 gomos hexagonais e 12 pentagonais
Essa geometria passou a ser
considerada a ideal e as alterações de peso e esfericidade durante os jogos
começaram a diminuir. Na década de 90, o couro foi substituído pelo poliuretano
(mais elástico e de espessura constante
E, com a utilização de novas
tecnologias (como o “túnel do vento”), as bolas ficaram cada vez mais rápidas
hoje devem ser cerca de 10% mais rápidas do que 10 anos atrás
Ao contrário do que se poderia supor,
essa tendência coincide com a redução da média de gols por partida
Até 1958, as médias de gols por
partida nas Copas do Mundo sempre foram acima de 3 (a menor foi 3,6 e a maior
foi de 54, com a média de 5,4!)
A partir de 1962, as médias começaram
a cair (em torno de 2,6) e apenas uma vez (em 1970) a média conseguiu chegar a
3.
Na última Copa, tivemos 2,31 gols por partida,
média que superou apenas a Copa de 90, com 2,21.
Onde entra a bola nisso tudo?
De fato, a bola mais rápida (assim
como equipamentos mais leves e outras mudanças, como a grama mais curta)
facilitou o passing game.
O
domínio da bola e o drible (dribbling game) ficaram mais difíceis, enquanto o
chute a gol tornou-se mais eficiente.
Comentários
Postar um comentário