O Marketing
Esportivo e a diferença para outros tipos de Marketing
Para entender o que
é o Marketing Esportivo é necessário, primeiramente, saber o que é o Marketing.
Segundo Philip Kotler, uma autoridade mundial do
assunto, o Marketing é a capacidade de produzir e entregar uma demanda de
mercado e gerar lucro e a capacidade de enxergar essa demanda, e não
simplesmente desejos.
É a partir daí que
o Marketing e suas ferramentas entram em ação para oferecer e promover os
serviços e produtos demandados por um determinado mercado.
Agora que o
significado de Marketing está mais claro, podemos falar sobre o Marketing
Esportivo.
O Marketing
Esportivo é uma segmentação do Marketing que tem como principal função
gerar oportunidades de negócios no mundo dos esportes e usar o esporte
como uma ferramenta para as estratégias de Marketing.
Ou seja: criação e
execução dos artifícios do Marketing no meio esportivo e em tudo o que o
envolve, sejam marcas, clubes, times, atletas, equipamentos ou personalidades.
História
O conceito e a
prática desse tipo de Marketing começou a aparecer para no início da década de
1920.
A empresa
norte-americana Hillerich & Bradsby (H&B – atualmente conhecida
como Slugger Museum & Factory)
lançou uma estratégia de Marketing e liderou a produção de tacos de beisebol na
época.
Essa ação
desencadeou várias outras e os esportes começaram a ser vistos como
oportunidades de negócio de extremo potencial.
Os norte-americanos
viram e entenderam que os esportes geravam — e ainda geram — chances de negócio
com alto potencial de movimentação e aplicação de fundos e extremamente
lucrativo.
Surge
então uma cultura do esporte nos Estados Unidos. Consequentemente, o Marketing Esportivo era a
ferramenta mais eficiente para aumentar as receitas e tornar marcas, eventos e
atletas mais envolvidos com o público e com o esporte em sua forma de business.
Essa cultura foi se
espalhando pelo mundo. Em cada país, o Marketing Esportivo era responsável não
só pelos negócios, mas também pelo desenvolvimento e aumento do culto aos
esportes.
Obviamente, cada
lugar tinha suas preferências esportivas. Logo, novas oportunidades de negócio
eram e ainda são criadas.
Como por exemplo, o
futebol na Itália, o rugby na África do Sul, o tênis na Espanha e tantas outras
modalidades diferentes em países distintos.
Entretanto, o
Marketing Esportivo também é responsável por determinar uma harmonia
entre produção e consumo.
Para o mercado,
quando essa balança encontra-se desequilibrada, não há nenhuma outra palavra
para descrever essa situação que não seja o fracasso.
Por isso,
novamente, é importante ressaltar e usar os conceitos e técnicas do Marketing,
como a definição de personas, conhecimento e
pesquisa de público e promoção de conteúdo e informações relevantes para atrair
e engajar pessoas
Por que o Marketing Esportivo funciona
Tudo começa com a paixão das pessoas e também torcedores por um
determinado esporte, time, evento ou atleta.
Em cima desse “fator passional”, as estratégias de Marketing Esportivo
atuam para efervescer esse sentimento e atrair novos
adeptos. A matemática é simples.
O Marketing Esportivo, quando bem planejado, elaborado e
aplicado, dá retorno. O ROI, nesses casos são sempre positivos. E você
pode ver exemplos disso logo abaixo:
Cases de Sucesso
A utilização e aplicação do Marketing Esportivo se dá de
diversas maneiras e em diversas vertentes.
Atualmente, dois casos se destacam pela imensa
quantidade de dinheiro que movimentam e pelo poder de
atração e retenção de público que possuem.
Super Bowl
Um exemplo disso é o Super Bowl, evento que marca a final da
temporada da liga de futebol americano (NFL)
dos Estados Unidos.
Trata-se do evento de maior popularidade no país — e um dos
maiores do mundo. E é onde e quando o Marketing Esportivo se mostra em sua
melhor forma.
Para se ter uma ideia, o valor de um comercial de TV durante
a final de 2016 chegou a US$ 650 mil por segundo de exibição.
Diversas ações começam a ser aplicadas dias, semanas e até mesmo
meses antes da tão esperada final.
Marcas de vários segmentos de
mercado concentram seus esforços no evento e
produtos de todos os tipos possíveis são criados também com foco na grande
final.
Alguns exemplos de produtos e serviços anunciados: chocolates,
carros, refrigerantes, cervejas, filmes, produtos de higiene como desodorantes
e cremes dentais, celulares, empresas de fast food, calçados, salgadinhos,
empresas de tecnologia, marcas de ketchup….
Qual o motivo de tudo isso?
Oportunidade de negócio
voltado para um público que é bem específico (fãs
de esporte, principalmente) mas ao mesmo tempo muito plural (faixa etária,
sexo, classe social…). É a essência do Marketing.
Os esportes são aliado a uma demanda de consumo, e o Marketing
se aproveita desse momento para atrair, reter e obter mais lucro diante de uma
situação de muita movimentação financeira e um período de descontração do
público.
Por isso as campanhas costumam ser muito criativas,
irreverentes, divertidas e de grande investimento! Afinal, todo esse
investimento tem gerado muito retorno.
As estratégias de branding da NFL são comprovadamente eficientes.
Desde 2006, os lucros da liga crescem mais de 50% e a projeção é que nos
próximos anos a margem chegue próxima dos 10 bilhões de dólares.
Tudo isso, claro, com grande ajuda das técnicas de Marketing
Esportivo aplicadas.
O
Marketing Esportivo no Brasil
Em terras brasileiras, as práticas de Marketing Esportivo ainda
estão distantes de serem tão bem sucedidas quanto as dos Estados Unidos e de
alguns países europeus, que envolvem todas as áreas esportivas, por exemplo.
As estratégias traçadas nas
terras brasileiras se limitam basicamente em exposição de marcas e patrocínio
para atletas e equipes.
Existem poucas ações planejadas a longo prazo, com maior
envolvimento de clientes e consumidores.
Mas é possível destacar algumas estratégias de marketing muito
bem elaboradas que já aconteceram no Brasil envolvendo, principalmente, o
futebol (ainda a paixão nacional) e um segmento de negócio.
Penalty e EC
Vitória – “Meu sangue é rubro negro”
A fornecedora de materiais esportivos do Esporte Clube Vitória,
na época a Penalty, tirou proveito das cores da camisa do clube para lançar uma
campanha de responsabilidade social.
A frase “meu sangue é rubro negro” motivou o surgimento de uma
campanha para incentivar a doação de sangue pelos torcedores do time. As cores
da camisa, antes preta e vermelha, se tornaram branca e vermelha.
E a medida em que as metas de doações eram batidas, a coloração
“original” ia retornando aos poucos para o manto da equipe.
Como utilizar o Marketing Esportivo?
Tudo isso só comprova a eficácia do Marketing Esportivo
quando feito de maneira estratégica e inteligente.
A criação e desenvolvimentos de produtos, a divulgação de
imagens de atletas e marcas e outras coisas apenas si só não se sustentam.
A qualidade e produção de um conteúdo atrativo é extremamente
importante e, comprovadamente, funciona. Os esportes movem multidões, tratam
paixões e envolvem as pessoas de uma forma diferente.
Esportes não são somente esportes. Diante desse cenário, o
Marketing Esportivo deve atuar para fazer a conexão entre a paixão, o
entretenimento e o prazer de viver, sentir e presenciar o esporte em busca de
provocar emoções nos indivíduos e, ao mesmo tempo, lucro e
faturamento para as empresas envolvidas.
E essas empresas devem agir para serem vistas como parceiras dos
times, não somente como um negócio que visa o lucro.
A imagem de uma empresa associada a um evento, atleta ou time,
torna-a mais agradável aos olhos de todos, ao vê-la como um fator que pode
levar aquilo somos apaixonados as melhores glórias.
As empresas se tornam parte das vidas dos indivíduos e serão
lembradas de maneira positiva e saudosa.
Conclusão
A indústria esportiva se tornou uma indústria bilionária a partir da promoção de eventos e torneios, licenciamento de produtos, patrocínio de times, clubes e atletas, naming rights e diversas outras vertentes de negócios relacionados.
BIBLIOGRAFIA: https://marketingdeconteudo.com/marketing-esportivo/

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