Pular para o conteúdo principal

Alterações na Utilização de Substrato e na Composição Corporal

Quando os atletas ascendem a grandes altitudes, pode ocorrer uma perda de peso corporal de até 3% em oito dias – em uma elevação de 4.300 metros ou de até 15% após um período de três meses em uma altitude de 5.300 a 8.000 metros. Uma das causas desse fenômeno é a redução do apetite e consumo alimentar, decorrente dos efeitos da altitude sobre o organismo. Essa combinação pode exercer um efeito negativo sobre o desempenho, mesmo em altitudes moderadas, e trazer consequências secundárias, como consumo insuficiente de energia, depleção das reservas de glicogênio muscular, balanço de nitrogênio negativo e perda de massa corporal.
Estudos demonstram o aumento da taxa metabólica basal na altitude (14,29) e o consumo energético geralmente inferior, não atingindo a necessidade energética do indivíduo, que pode aumentar de 400 a 600 kcal/dia. Uma exposição aguda a uma altitude de 4.300 metros, por exemplo, eleva a taxa metabólica basal em torno de 30% e, mesmo após uma aclimatação de três semanas, ela permanece 17% mais alta que a taxa metabólica basal ao nível do mar.
As grandes altitudes resultam em adaptações fisiológicas em curto e longo prazos que afetam a necessidade e utilização de alguns nutrientes. Em condições de equilíbrio do balanço energético e de nitrogênio, a aclimatação resulta em uma menor dependência de lipídios como substrato energético, tanto no repouso como em exercícios prolongados, e em uma dependência aumentada do metabolismo de glicose.
Um aumento do estresse oxidativo também é observado durante o exercício na altitude, mesmo sem um esforço físico máximo. São vários os fatores ambientais, além da hipóxia, que levam a tal condição, como variações da temperatura, intensidade aumentada da radiação ultravioleta e taxa metabólica aumentada. Acredita-se que as espécies reativas de oxigênio, geradas no processo oxidativo – como os radicais superóxido (O2¯) e hidroxila (OH¯) e o peróxido de hidrogênio (H2O2) – iniciem importantes respostas de adaptação à altitude, entretanto, se produzidas em excesso, podem reduzir a perfusão capilar e prejudicar a função muscular na altitude.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Geometria do Futebol

O Campo de futebol  Se observamos o campo de futebol podemos identificar nele várias figuras geom é tricas, vários ângulos, segmentos de retas, pontos, circunfer ê ncias, raio, diâ metro, per í metro,  áreas, diagonais, arco, podemos trabalhar com medidas e suas transformações, ou seja, metros e centímetros. Voc ê  já  calculou o per í metro de um campo de futebol, suas  á reas,  á rea do gol, a  á rea do c í rculo central, seu di â metro, a diagonal do campo, são alguns t ó picos que iremos mostrar baseado na s  figura s Um campo de futebol tem 110 m de comprimento e 75 m de largura, qual o seu perímetro, ou seja, a medida do contorno do campo? Per í metro = 2 x ( b + h ) , onde,  b = comprimento e h = largura P = 110 m + 110 m + 75 m + 75 m = 2 x ( 110 m + 75 m )  P = 2 x ( 185 m ) P = 370 m O perí metro é de 370 m. Já sabemos que as dimensões do campo de futebol são 110 m x 75 m, vamos calcular agora s...

Efeitos da Altitude Sobre o Organismo e o Desempenho Físico

O desempenho no exercício, em condições de pressão atmosférica reduzida, é afetado pela influência de três fatores: a resistência do ar, a pressão parcial de oxigênio, e o processo de aclimatação, que afeta o transporte de oxigênio, o metabolismo e o balanço ácido-básico. O impacto sobre o desempenho varia conforme a modalidade do exercício e a distância e duração da prova. Há também uma grande variação individual entre atletas no que diz respeito à forma como são afetados por uma mudança aguda na PIO2 e como se adaptam a uma nova pressão atmosférica com a exposição crônica. O processo de aclimatação na altitude leva de duas a três semanas, resultando em adaptações sistêmicas que podem ser medidas como respostas fisiológicas. Essas adaptações – como o aumento na ventilação, na concentração de hemoglobina, na densidade capilar, no número de mitocôndrias e na concentração de mioglobina tecidual – melhoram o transporte de oxigênio. Ao final do período de aclimatação, essas adaptações ...

A Altura e o Peso da Bola

Na década de 50, veio a câmara de ar de borracha substituindo a bexiga de boi – mas continuou o couro por fora, com peso duplicado em jogos com chuva e machucando muito. Na década de 70.  apesar dos materiais serem os mesmos, novos estudos alteraram profundamente as bolas: em vez de ser cortado em tiras regulares, o couro passou a ser dividido em 20 gomos hexagonais e 12 pentagonais Essa geometria passou a ser considerada a ideal e as alterações de peso e esfericidade durante os jogos começaram a diminuir. Na década de 90, o couro foi substituído pelo poliuretano (mais elástico e de espessura constante E, com a utilização de novas tecnologias (como o “túnel do vento”), as bolas ficaram cada vez mais rápidas hoje devem ser cerca de 10% mais rápidas do que 10 anos atrás Ao contrário do que se poderia supor, essa tendência coincide com a redução da média de gols por partida Até 1958, as médias de gols por partida nas Copas do Mundo sempre foram acima de 3 (a menor foi 3,6 e...