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A Evolução do Futebol


A construção do futebol como identidade nacional foi bem sucedida. Tornou-o um dos esportes mais popularizados da nação, passando de geração em geração pelas pessoas. Os grupos de referência na vida dos indivíduos (família e amigos, por exemplo), fazem com que essa modalidade esportiva se perpetue. Considerando que essas instituições influenciam as preferências, valores e crenças dos indivíduos – se eles são fãs de determinado clube – possivelmente alguém que se identifica com eles também torcerá, disseminando assim essa atividade (GADE, 1998).

Caminhando com os passos do Governo Federal de tencionar no futebol uma opção de intervenção no Brasil, instituições municipais e estaduais começaram a construir estádios para os jogos na década de 50. Claramente, o Poder Público via nesse esporte a possibilidade de conseguir vantagens eleitorais.

Já em meados de 1970, o Governo criou a Lei do Passe que regulamentava a situação trabalhista dos jogadores com os clubes. Outra mudança ocorrida foi a transformação tardia da Confederação Brasileira de Desportos (CBD) para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Em outras áreas, as confederações esportivas já existiam há mais de 40 anos. Com o passar do tempo, as atitudes governamentais diminuíram seus atos na vida das instituições futebolísticas, representando o novo modelo político proposto pelos então Presidentes: Collor de Mello, Itamar Franco e mais tarde Fernando Henrique Cardoso (MEZZADRI, 2013).

Na década de 80 (de maneira involuntária), houve várias transações de jogadores que, associados aos direitos de transmissões televisivas e ao grande uso dos patrocínios como tática de marketing das empresas, fortaleceram a mudança do futebol amador para mercadológico – cenário que se firmou nas décadas de 1990 e 2000 – acompanhando a tendência mundial (MATTAR, 2012).

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