Anteriormente,
a farra rolava solta. Nas Olimpíadas de Tóquio (1964), no auge da Guerra Fria,
eram fortes os boatos de que muitos atletas competiam dopados. Lembrem-se,
nessa época, vitórias esportivas eram encharcadas de significado político.
Quatro anos antes, em Roma, o ciclista dinamarquês Knut Jensen morreu de
overdose. Suspeitou-se que foi por uso de substâncias de melhoria de desempenho.
Relatos
do tipo vão até os jogos da Antiguidade, entre 776 a.C. e 393 d.C., como
cogumelos e chás. Mas foi em Berlim, em 1936, na Olimpíada Nazista, que os
experimentos e o consumo de substâncias para aumentar o desempenho se
intensificaram. Esporte, afinal, era propaganda. Os esteróides, por exemplo,
foram criados entre as décadas de 1930 e 1950 para auxiliar na recuperação de
feridos em guerra – e logo se percebe que poderiam ser usados em atletas.
Foi só em 1999 que o
COI criou a Agência Mundial Antidoping (WADA, na sigla em inglês) para combater
substâncias de desempenho no esporte – no Rio, os exames antidopings ficarão
sob a responsabilidade da Agência Brasileira de Controle de Dopagem
(ABCD), que recebeu investimentos de R$ 188 milhões
para se ajustar aos padrões da WADA.
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